Sunismo e Xiismo: as principais vertentes da religião islâmica

12 May, 2020

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Surgida no começo do século VII, na Península Arábica, a religião islâmica foi revelada por Muhammad (conhecido em português como Maomé). Nascido em Meca, cidade da Arábia Saudita, em 570 d.C, de acordo com os ritos, Maomé obteve das mãos do próprio anjo Gabriel (enviado divino), os princípios que constituem o Islã, com orientações de ordem religiosa, dogmática e moral, organizadas no Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, que são aqueles que obedecem seu Deus e aceitam Maomé como Profeta. Trata-se de uma religião monoteísta, ou seja, seguem apenas um Deus, em árabe Allah.

De acordo com a publicação “The World Factbook”, o islamismo é o segundo maior sistema religioso do mundo em número de adeptos, com 22% da população total, muito difundido na África e Ásia. Já no Brasil, de acordo com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), estima-se que o número total de fiéis tenha saltado de 600 mil em 2010 para 1,2 milhão em 2015, chegando hoje perto de 1,5 milhão de pessoas. E não à toa, hoje, 12 de maio, é comemorado o Dia Nacional do Islamismo.

Agora voltando a história... Com a morte de Maomé, no dia 8 de junho de 632, houve um processo para decidir quem lideraria os muçulmanos. Foi eleito Abu Bakr, sogro do Profeta e um dos primeiros seguidores do islamismo. Abu Bakr tornou-se o primeiro califa (sucessor de Maomé) e expandiu a religião para fora da Península Arábica. Então, na sucessão de Ali Ibn Abi Talib, o quarto califa dos muçulmanos e primo do Profeta Maomé, surgiu um grupo contestando a escolha de Abu Bakr como o primeiro califa, e que Ali bin Abi Talib, era o escolhido digno de ser o primeiro califa, pois defendiam a sucessão do califado pela hereditariedade, ou seja, pelos próprios descendentes da família de Maomé. Esse grupo foi nomeado de xiita. Porém, o grupo maior dos muçulmanos, se manteve firme em acreditar que a eleição de Abu Bakr foi correta e assim nasce a vertente sunita. Desde então, a disputa entre xiitas e sunitas nunca cessou.

O grupo xiita, que corresponde a cerca de 10% dos muçulmanos e são maioria no Irã, Iraque e Barein, se caracteriza por ser tradicionalista e conservar as antigas interpretações do Alcorão e da Lei Islâmica, a Sharia. Já os sunitas, cerca de 90% da população islâmica, possuem uma interpretação do Alcorão e da Lei Islâmica que segue sendo atualizada, levando em consideração as transformações pelas quais o mundo passou e passa, valendo-se também da Suna, o livro onde estão reunidos os grandes feitos e exemplos do Profeta Maomé, de onde deriva o nome sunita.

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Obs.: Agradecemos a contribuição ao texto do Sheikh Abu Bakr Ibrahim, membro da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras).

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